Na direção de tecnologia, meu trabalho inclui apresentar ferramentas e avaliar quando elas fazem sentido. Antes de propor uma aplicação de IA, quero entender a atividade que ela precisa melhorar e como a equipe trabalha hoje.
A tarefa vem primeiro.
Uma intenção como “colocar IA em todos os processos” ainda precisa virar uma decisão de trabalho. Qual tarefa merece atenção? Quem a executa? Que informação entra e qual resultado precisa sair? Essas perguntas ajudam a dar um recorte à proposta.
Uma aplicação para consultar documentos internos, por exemplo, precisa ter fontes identificadas, permissões de acesso e uma forma de conferir as respostas. A conversa fica mais útil quando conseguimos descrever uma atividade concreta.
Olhe para o processo.
Uma ferramenta pode entrar melhor em uma rotina quando as responsabilidades estão claras e as pessoas sabem o que precisa funcionar. Por isso, olho para o processo antes de recomendar a implantação.
Se a informação está espalhada ou ninguém sabe quem deve conferir uma entrega, isso faz parte do problema a resolver. Organizar a atividade pode ser uma etapa necessária do projeto.
Prepare as pessoas.
Liberar acesso a um modelo de IA é uma escolha que precisa vir acompanhada de orientação. A equipe deve saber para que pode usar a ferramenta, quais informações pode inserir e como revisar o que recebe.
As áreas da empresa podem estar em momentos diferentes de adoção. O acompanhamento precisa considerar essa diferença e criar condições para que cada equipe utilize a tecnologia com direção.
Avalie o que já existe.
Antes de contratar outra ferramenta, vale conhecer os recursos que a empresa já tem. Pode haver uma função pouco utilizada, uma integração possível ou uma automação por regras que atenda à tarefa.
No projeto AVNCAR, por exemplo, a cotação foi conectada ao CRM existente via API, com acionamento de uma mensagem no WhatsApp. Essa automação mostra como uma entrega pode aproveitar ferramentas em uso sem depender de IA.
Experimente com critério.
Quando a IA participa da solução, proponho começar por uma atividade delimitada. É preciso definir o que será considerado uma resposta adequada, quem confere e o que acontece quando a aplicação não sabe responder.
A comparação com o trabalho atual ajuda a avaliar o resultado. Qualidade, tipos de erro e necessidade de revisão dizem mais sobre a aplicação do que a presença de uma ferramenta nova na empresa.
Acompanhe a adoção.
Uma aplicação precisa caber na rotina de quem vai utilizá-la. Integrações, acesso, orientação e acompanhamento fazem parte desse caminho e devem ter responsáveis definidos.
É essa visão que levo à Freshweb: entender a tarefa e as pessoas envolvidas, avaliar as opções e construir a parte que precisa funcionar. A primeira conversa pode começar por uma dificuldade concreta do seu dia a dia.
Vamos conversar 



